Esquema de falsificação de tênis movimentou 10 milhões e usava plataformas digitais em MG

  • 06/04/2026
(Foto: Reprodução)
Esquema de falsificação de tênis movimentou 10 milhões e usava plataformas digitais em MG Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou um esquema estruturado de falsificação de tênis que atuava há pelo menos dois anos no estado. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Anderson Kopke, as apurações começaram após uma denúncia feita por representantes do Mercado Livre, com apoio da marca Adidas, sobre a venda em grande volume de produtos falsificados a partir da cidade de Ouro Branco. A partir da informação inicial, os investigadores realizaram um trabalho de campo e cruzamento de dados, incluindo movimentações financeiras dos suspeitos. Com isso, foi possível identificar uma organização criminosa com atuação dividida em duas cidades mineiras: Nova Serrana e Ouro Branco. Durante as buscas, foram apreendidos cerca de 15 mil pares de tênis falsificados em depósitos ligados ao grupo (veja o vídeo acima). A polícia também destacou que a análise detalhada das movimentações financeiras ainda depende da quebra de sigilos bancário e fiscal autorizada pela Justiça. A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Ao todo, 14 pessoas são alvo das investigações. Apesar disso, não houve prisões até o momento, já que, segundo a polícia, o inquérito ainda está em andamento. "Nessas operações você encontra trabalhadores. São empresas que tem CNPJ registrado, indivíduos com carteira assinada. A pessoa que é responsável mesmo exige uma investigação mais truturada, pra gente conseguir colocar numa pirâmide organizacional, para identificar quem é chefe e assim indiciar corretamente os responsáveis", explicou o delegado Anderson Kopke. Como funcionava o esquema Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa operava em dois núcleos principais. Em Nova Serrana, havia uma estrutura voltada para a produção dos tênis falsificados. Já em Ouro Branco, funcionava a parte logística e comercial, com foco no armazenamento e na venda dos produtos. A comercialização ocorria principalmente por meio de plataformas digitais, como o Mercado Livre, redes sociais como o Instagram e até sites próprios criados pelo grupo. A investigação também identificou o uso de empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas atividades ilegais. De acordo com o delegado, é comum nesse tipo de crime que pessoas sem envolvimento direto emprestem seus dados para a abertura de empresas, em troca de algum tipo de benefício. Essas empresas eram utilizadas para movimentações financeiras e envio dos produtos, dificultando a identificação dos líderes da organização. As investigações continuam, e o próximo passo será a análise do material apreendido, com o objetivo de detalhar a estrutura da organização e identificar os principais responsáveis pelo esquema. O g1 tenta contato com o Mercado Livre e com a Adidas e aguarda retorno. Segundo a PCMG, a produção era em Nova Serrana e vendas online a partir de Ouro Branco. PCMG Vídeos mais vistos o g1 Minas Gerais

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/04/06/esquema-de-falsificacao-de-tenis-movimentou-10-milhoes-e-usava-plataformas-digitais-em-mg.ghtml


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