Projeto de hip hop transforma vidas de jovens em Divinópolis: 'É possível viver da própria arte'

  • 19/04/2026
(Foto: Reprodução)
Projeto de hip hop transforma vidas de jovens em Divinópolis O hip hop ganha força em Divinópolis com iniciativas que transformam realidades. Na cidade, uma produtora audiovisual impulsiona a cultura no Centro-Oeste mineiro. Liderado pelo casal Pamela Diniz (Paam Diniz) e Gabriel Almeida (MCza), o projeto promove uma série de iniciativas culturais gratuitas que convidam a comunidade a conhecer e mergulhar no ritmo. Conhecido como Da Bola Não (DBN-C), o coletivo nasceu da união de artistas que buscavam mais do que um hobby. O objetivo era reunir talentos locais em um espaço onde música, dança e arte se encontram e geram oportunidades profissionais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp “Aqui, cada um já tinha seu projeto, mas a DBN trouxe mais visibilidade e reforçou a ideia de que é possível viver da própria arte”, explica Paam Diniz, uma das fundadoras. ‘Hip hop salva vidas’: uma revolução cultural em Divinópolis Divulgação Além das batalhas de rap, o coletivo realiza oficinas educativas em escolas e leva o hip hop para dentro das salas de aula. “Queremos que as novas gerações entendam e se apropriem dessa arte”, afirmou Paam Diniz. A DBN é formada por uma equipe diversificada, com MCs, dançarinos e até jornalistas que atuam nas produções e na imprensa. O grupo de dança, por exemplo, reúne dois meninos trans e um homem cis e traz uma nova perspectiva à cena. “A diversidade é parte essencial do trabalho e queremos que todos se sintam representados”, diz Paam. Jonna: a voz da poesia no hip hop Jonna: a voz da poesia no hip hop Jonna/Arquivo Pessoal A produtora não se limita e também colabora com outros artistas e projetos em Divinópolis. Um deles é Jonna, artista emergente da cidade, que iniciou a trajetória no hip hop em 2017, ano considerado fundamental para a cena. “Foi o famoso ano lírico do hip hop, e eu estava lá, escrevendo poesias e experimentando com freestyles”, revelou. Influenciado pelo ambiente e pelas referências que surgiam na época, ele decidiu dar o primeiro passo e compartilhar as criações nas redes sociais. “Sou uma pessoa muito tímida quando se trata de me expor. Falar sobre sentimentos e trajetória é algo que me deixa nervoso”, confessou. No entanto, a timidez não o impediu de criar um perfil no Instagram, onde passou a publicar poesias e vídeos de freestyle. “A ideia era me soltar, mesmo sem conhecer muitas pessoas. A resposta do público foi surpreendente e muito encorajadora”, disse. Um ponto de virada na carreira aconteceu quando ele participou da Batalha da Ilha, evento que reúne artistas locais para competições de freestyle, organizado pela DBN, no Parque da Ilha, em Divinópolis. “Foi a primeira vez que subi ao palco. Mesmo sem vencer, a experiência foi incrível. Senti que, pela primeira vez, consegui me entregar completamente ao que faço”, explicou. Jonna destacou a importância de ter amigos e apoiadores ao longo da jornada. “Ter alguém que acredita em você faz toda a diferença. Recebi muito apoio e incentivo, o que ajudou a continuar”. Atualmente, o artista está focado em expandir a presença no cenário musical, com novos lançamentos e maior conexão com o público. “O objetivo agora é continuar com novos lançamentos e, quem sabe, abrir um canal no YouTube. A ideia é compartilhar canções e poesias e mostrar que o hip hop é uma forma poderosa de expressão. O mundo precisa de cor e de mensagens positivas. Por meio da música, quero mostrar que é possível encontrar beleza e significado na vida, mesmo nas dificuldades”, finalizou. Gabriel: o mestre de cerimonias Gabriel: o mestre de cerimonias Gabriel Vitor/Arquivo Pessoal Gabriel Vitor Monteiro, de 25 anos, é mais um exemplo de como o hip hop pode transformar vidas e abrir portas. A jornada começou como MC de batalha, um espaço onde se destacou e desenvolveu habilidades. “Sempre assisti a batalhas de rima no YouTube. Quando soube que estavam acontecendo na cidade, decidi participar. E olha onde estou agora”, contou. A paixão por poesia o levou a se aventurar nos slams, competições que celebram a poesia marginal. “Os slams trazem um conteúdo e um sentimento únicos de cada poeta. Certa vez, na faculdade, uma professora de educação infantil se emocionou tanto com uma das poesias que veio falar comigo depois. Ela disse que a apresentação mudou a forma como via canções infantis. Isso mostrou o impacto que as palavras podem ter”, relembrou. Com o tempo, Gabriel se tornou mestre de cerimônias e passou a apresentar eventos alternativos da cena underground na região e até em Belo Horizonte. “A primeira vez que apresentei a festa ‘Lazy Day’ foi inesquecível. Ver toda a galera dos quatro elementos reunida e saber que estava conduzindo tudo foi um sentimento inexplicável”, contou. Incentivo Assim como outros, Gabriel Vitor atribui muito do sucesso a Pamela Diniz e MCza, que se tornaram padrinhos dele. “Eles proporcionaram diversas oportunidades e experiências únicas. A DBN é um espaço onde aprendi que cada apresentação é como se fosse a primeira vez. O frio na barriga nunca muda, mas conduzir a energia da galera é sempre um desafio emocionante”. Com a determinação de Paam Diniz, MCza e colegas, a DBN molda o futuro do hip hop em Divinópolis. As batalhas de rap e as iniciativas culturais não são apenas eventos, mas um verdadeiro movimento que busca transformar vidas e criar novas oportunidades. “O hip hop não é apenas uma forma de arte, é uma forma de vida. Já vi muitas pessoas saírem de momentos difíceis e encontrarem apoio aqui. Como sempre digo: o hip hop salva vidas", completou Gabriel Vitor. Projeto traz mais hip hop para Divinópolis Divulgação LEIA TAMBÉM: Projeto de lei reconhece Divinaexpô como patrimônio cultural imaterial em Divinópolis De festivais à comida da roça: por que Itapecerica é o 'berço cultural’ do Centro-Oeste de Minas *Estagiária sob supervisão de Carol Delgado VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/04/19/projeto-de-hip-hop-transforma-vidas-de-jovens-em-divinopolis-e-possivel-viver-da-propria-arte.ghtml


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